Apesar de rotulada como patricinha, Milena não se julga como tal
O termo Mauricinho ou Patricinha nada mais é do que um status intitulado pela sociedade moderna. Pessoas jovens, com alto poder aquisitivo, que vivem dos prazeres que o dinheiro pode comprar. No meio de tanta tecnologia como I-phones, carros do ano, ostentação em festas e viagens, essa tribo torna-se destaque para os olhares mais desatentos. São pessoas que chamam atenção, pois se preocupam demais com sua aparência. Sempre bem arrumados com roupas da moda usando grifes importadas e caras.
Ao contrário do que a grande maioria acha, existe sim uma diferença entre Mauricinhos e Playboys. Estes são considerados a versão masculina das Patricinhas. Por isso seguem tendências de moda clássica e conservadora, são pessoas capitalistas, ou seja, consomem muito e gostam de se arrumar. São adeptos ao gosto musical pop eletrônica.
Alexandre Milanello, 29 anos, é um assíduo freqüentador de baladas e conta que as festas podem começar logo no meio da semana. “Gosto muito de freqüentar casas como Heaven em São Paulo. Uma balada mais elitizada aonde encontro todos meus amigos.”
Conta ainda que chega a gastar mais de 3 mil reais em uma única noite com o consumos de garrafas de wisky, vodka, champagne e áreas Vips.
Milanello é um mauricinho que gosta de ostentar, dono de um BMX 130, não abre mão, também, da sua moto Suzuki 750 , fala ainda que pretende trocá-la por um modelo mais potente, a Hayabusa. A moto considerada a mais veloz do mundo.
Suas roupas são compradas geralmente em shoppings, mas sempre que vai passar férias em Miami com a família, dá uma boa renovada no guarda-roupa. Marcas como Guess, Hugo Boss, Armani fazem parte das suas exigências pessoais.
Conclui dizendo que não são todas pessoas que pode ser mauricinho: “Elas podem tentar se vestir como tal. Mas nunca chegarão a freqüentar os mesmos locais, andar nos mesmos carros e viajar para os mesmos lugares. Isso é para a elite, para quem tem condições de aproveitar as coisas boas com muito dinheiro.”
Já Milena Fuglini de 25 anos não se julga uma patricinha, apesar das amigas afirmarem, ela simplesmente diz que vive bem pelo que tem.
Estudante do último ano de odontologia, já tem seu consultório com equipamentos de última geração praticamente montado. Presente dado pelo pai depois de visitarem uma feira do ramo esse ano.
Conta que costuma viajar com as amigas para Campos do Jordão e ficar na casa dos seus pais. Aonde tem o hábito de sair muito para barzinhos e baladas no seu New Beatle amarelo.
Mesmo o termo sendo diferente, o mauricinho pode ser também um playboy, desde que saia com muitas mulheres sem ter um relacionamento sério. Por isso, vemos em vários textos, músicas a palavra playboy se referindo a um mauricinho.
Há também aqueles que vestem a roupa da tribo, mas não possuem a personalidade enquadrada ao estilo, sendo estes falsos mauricinhos que possivelmente foram surgindo com a repentina mudança de classe social de pessoas, que não tiveram a criação cultural comum da elite.



