segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Tatuagem... Uma arte

Por Tatiana Saragosa e Lílian Andrade

                         
    Junior Moraes tatuando no cliente um tribal


A tatuagem é uma arte pré-histórica. Os povos primitivos marcavam os momentos de suas vidas, através da tatuagem.

No século XX, os jovens que se tatuavam eram discriminados pela sociedade, eram vistos como marginais. A partir daí começaram a surgir às tribos, uma maneira que eles encontraram para se identificarem entre eles que tinham tatuagens.

Ao passar do tempo a tatuagem veio ganhando espaço na sociedade. Quando os artistas de cinema, teatro, música, apareceram na mídia com tatuagens, a sociedade começou a observar com outros olhos, assim deixando de ser um ato de rebeldia e marginalidade.

Junior Moraes nasceu em Leme, interior de São Paulo. Desde pequeno gostava de desenhar. Até que um dia viu uma tatuagem em seu amigo e ficou encantado. Aos 10 anos fez sua primeira tatuagem, um pequeno tribal, mas sem o conhecimento da família. Quando ele chegou a casa, apanhou muito.

Aos 16 anos começou a trabalhar em um escritório administrativo, mas ele não gostava da função em que exercia. Estava sempre desenhando nas horas vagas. Então decidiu falar com sua família que iria seguir a profissão de tatuador. Foi um choque, a família entrou em desespero, acharam que o filho estava envolvido com o crime e com as drogas. Para os pais, seguir essa profissão seria uma loucura, porque ele não teria estabilidade financeira.  Junior ficou amigo de um tatuador e começou a trabalhar com ele em seu estúdio de tatuagem e com o tempo foi aprendendo técnicas e aperfeiçoando seus desenhos.

Então revolveu colocar em prática seu aprendizado, improvisou um pequeno estúdio dentro de sua casa, porém sua mãe não aprovou. Nesse período, surgiu uma oportunidade para trabalhar em um estúdio em São Paulo.

Uma tatuagem que marcou a carreira dele foi quando um deficiente físico pediu para que ele tatuasse no braço dele o símbolo internacional de acesso, como uma maneira de expressar sua dificuldade. Junior leva muito a sério sua profissão, sabe que envolve muitas responsabilidades, caráter, respeito, criatividade etc. Ele também orienta cuidados pós-tatuagem no processo de cicatrização, não ingerir ovos, carne de porco, frutos do mar.

Na opinião de Junior Moraes hoje em dia não existem muitas tribos de tatuados, pois nos dias de hoje a tatuagem é comum na sociedade.

Ao contrário das barreiras que Junior encontrou em sua trajetória de vida, João Victor Oliveira teve todo o apoio de sua família. Aos 15 anos João Victor fez sua primeira tatuagem com a permissão de seus pais.

João Victor diz que, na área profissional, às vezes a tatuagem não é bem vista aos olhos do empregador, pois ele já passou por essa experiência. Ele foi fazer uma entrevista para trabalhar em uma empresa, perguntaram se ele tinha alguma tatuagem, quando ele disse que sim, ele foi dispensado, pois a empresa não aceitava pessoas tatuadas.

Hoje aos 20 anos, João Victor tem sete tatuagens espalhadas pelo corpo. Ele gosta de participar de convenção internacional de tatuagem, onde se reúnem profissionais, admiradores e adeptos da arte da tatuagem. João Victor diz que faz tatuagem a cada momento especial de sua vida e também admira muito a arte corporal e o trabalho do tatuador.

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